Infecção Hospitalar

Principais Infecções Hospitalares nas Enfermarias

IH 01

As infecções hospitalares são diagnosticadas mediante busca ativa em todos os pacientes do hospital. Após ser gerada uma lista de todos os pacientes internados no hospital, a equipe do Serviço de Controle de Infecção Hospitalar (SCIH) checa as informações contidas nas evoluções médicas e da enfermagem, principalmente relacionadas a febre, alterações clínicas e introdução de antibióticos. Exames laboratoriais e de imagem são avaliados pelos laudos em busca de sítios específicos. Após juntar informações clínicas, laboratoriais, de prescrição e imagem, é realizada a visita no setor em busca de dados clínicos evoluídos pela equipe médica, mediante evolução da enfermagem e contato com a equipe local. Em situações de dúvida, o paciente pode ser abordado para finalizar o diagnóstico. Todas as infecções são categorizadas por sítio  cujos critérios são definidos internacionalmente  e regulamentados pela ANVISA mediante publicações. As suspeitas de infecção que não preenchem os critérios exigidos pela ANVISA não serão notificados. Após o levantamento de todas as infecções do mês, os dados são organizados e encaminhados por via eletrônica para a Secretaria Estadual de Saúde. As principais infecções hospitalares são as infecções de sítio cirúrgico, urinária e do trato respiratório. Infecção de cateter é a 4ª infecção hospitalar, seguindo outras de menor incidência como meningites, tegumentares e sinusite.

Infecções nas Unidades de Terapia Intensiva

A vigilância epidemiológica por dispositivo invasivo é preconizada pelos CDC`s dentro do programa NISS (Nosocomial Infection Survellance System). Esta metodologia obtém taxas de infecções hospitalares relacionadas a utilização de procedimentos invasivos (sondagem vesical, ventilação mecânica e cateter venoso central), além de permitir correções das taxas de infecção devido a gravidade dos pacientes e sua permanência nas Unidades de Terapia Intensiva.

Estes parâmetros são mais precisos, permitem melhor análise da realidade epidemiológica hospitalar, auxiliam na compreensão da gênese destas infecções e revelam correlações com as características “próprias” dos pacientes ou falta de aderência as medidas de controle, além de produzir índices reprodutíveis que podem ser comparados entre diversos serviços.

Para exemplificar a diferença do índice de infecção por porcentagem e por densidade de utilização de procedimentos invasivos podemos analisar uma situação hipotética onde tenham sido estudadas as taxas de infecção urinária em dois serviços, sendo que no serviço A foi obtida a taxa de 10% (10 infecções urinária em 100 pacientes) e no serviço B apenas 1% (1 infecção em 100 pacientes) esta informação nos faz pensar que há mais infecção no serviço A comparativamente ao serviço B; entretanto ao estudarmos a utilização de sondas vesicais nesta mesma população observamos que na unidade A (onde haviam 10 infecções urinárias ) havia uma média de 3 dias de sondagem vesical correspondendo a uma densidade de utilização de 300 sondagens vesicais nos 100 pacientes internados o que é expresso como 33 infecções urinárias relacionadas a sondagem vesical por 1000 sondagens vesicais/dia. Já no serviço B, a taxa de utilização de sondagem vesical foi significativamente menor ocorrendo apenas 15 dias de sondagem vesical nos 100 pacientes internados, neste caso 1 único paciente com infecção corresponde a taxa de 66,66 infecções urinárias relacionadas a sondagem vesical por 1000 sondagens vesicais/dia.

Existem dois índices de correção da taxas de infecção hospitalar: 1) ASIS, que é medido através de um escore de gravidade médio altamente correlacionado com APACHE II e; 2) ALOS, que calcula o tempo de permanência real e estimado dos pacientes internados na unidade. Estes índices baseiam-se no fato de que pacientes mais graves e que necessitam de cuidados em terapia intensiva por maior tempo possuem maior risco de desenvolver infecções hospitalares e, portanto, devemos equilibrar estas diferenças epidemiológicas para podermos comparar os índices de infecção em diversas unidades. 

Notas Técnicas

Nota técnica 2012 (SMS) - Prevenção e Controle de Bactérias Multirresistentes e manejo das Infecções relacionadas

 

RDC s

RESOLUÇÃO - RDC Nº 36, DE 25 DE JULHO DE 2013
Institui ações para a segurança do paciente em serviços de saúde e dá outras providências.

 

Manuais

Manual de Controle de Enterobactérias Resistentes a Carbapenicos (KPC)

Manual de Limpeza e Desinfecção de Aparelhos Endoscópicos, da Sociedade Brasileira de Enfermagem em Endoscopia Gastrointestinal (SOBEEG)

Manual de Controle Interno da Qualidade para Testes de Sensibilidade a Antimicrobianos

Manual de Microbiologia Clínica para o Controle de Infecção em Serviços de Saúde 

Manual de Segurança do Paciente – Higienização das Mãos

Critérios Nacionais de Infecções relacionadas à Assistência à Saúde

Trato Respiratório

Sítio Cirúrgico

Infecção de corrente sanguínea

Trato Urinário

Infecções Neonatais

Cursos

Curso de Infecção Relacionada à Assistência à Saúde – IRAS

Folder e Cartazes

Folder sobre o Bundle de Prevenção de Infecção relacionada a cateter venoso central

Folder de Precauções Padrão, contato, aerossóis e gotículas

Comunicados

novo animadoAgulhas de crochet em cirurgias vasculares

Links

ANVISA

 


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