Helicobacter pylori
PDF Imprimir E-mail

Doença que causa

Quadro de gastrite, inclusive com formação de úlceras gástricas e duodenais. Helicobacter mustelae e Helicobacter felis também podem causar quadro semelhante. 

Quadro clínico

A infecção por H. pylori no momento de sua aquisição pode causar um quadro agudo que imita uma gastrinterite viral, com dor abdominal, náusea e vômitos, raramente febre. Porém, a maioria não apresenta sintomas. Em alguns pacientes o H. pylori pode ser eliminado, mas em parte dos pacientes ele coloniza o estômago. Nestes casos, dispepsia pode ser um sintoma, embora haja dúvida sobre sintomas na colonização.

Nos casos de úlcera duodenal que não são causados por medicamento (geralmente antinflamatórios), H. pylori é responsável por mais de 90%. Já no caso de úlceras gástricas, H. pylori está associado em menos de 50%. A inflamação persistente leva a uma gastrite crônica cujas alterações histológicas podem resultar em neoplasias. Embora haja controversas, pois a erradicação de H. pylori diminui a incidência de adenocarcinoma, mas aumentar de esôfago distal, enfim, são hipóteses. Por outro lado, o linfoma gástrico está diretamente associado com H. pylori, tanto que o tratamento da bactéria leva a melhora no padrão histológico do linfoma.

Diagnóstico

H pyloriA identificação da bacteria pode ser feito através de biópsia gástrica por via endoscópica. Métodos não invasivos também ajudam na identificação, como sorológicos, antígenos fecais e testes respiratórios. A cultura de biópsia exige um meio especial para inibiro o crescimento de outros microorganismos (meio de Skirrow).  A vantagem da cultura é permitir o teste de suscetibilidade antimicrobiana. Além da cultura, H. pylori pode ser identificado na biópsia com coloração de Giemsa ou teste imunohistoquímicos. Outro método mais prático é incubar o material da biópsia para avaliar a atividade da uréase, que tem uma senibilidade superior a 90% em 24 horas. Os testes sorológicos são mais sensíveis, uma vez que a biópsia alcança apenas uma fração do órgão. Além disso, o teste sorológico pode ser usado para avaliar resposta ao tratamento, mostrando queda nos títulos.  A detecção de antígenos nas fezes também é um método não invasivo e permite avaliar resposta ao tratamento em 30 dias.

Tratamento 

O tratamento está indicado para úlceras gástricas e duodenais, assim como também o linfoma gástrico. Não há indicação para pacientes portadores assintomáticos e mesmo no caso agudo. Embora diversos antibióticos sejam eficazes in vitro, a falha terapêutica é muito grande, por diversas características farmacocinéticas e farmacodinâmicas. É por isso que geralmente o tratamento é feito com pelo menos dois antibióticos e sempre associando um inibidor de bomba de próton (omeprazol, pantoprazol, por exemplo) que também tem efeito sobre o H. pylori além do aumento do pH gástrico. Sal de bismuto também apresenta elevada potência contra a bactéria, podendo fazer parte do esquema proposto.

 

Inibidor de bomba de próton (IBP) + amoxicilina (1g 12/12h) + claritromicina (500mg 12/12h) por 7 a 10 dias

IBP + metronidazole (500mg 8/8h) + tetraciclina (500mg 8/8h) + bismuto por 10 dias

IBP + amoxicilina (1g 12/12h) + levofloxacino (500mg 12/12h) por 10 dias

Profilaxia

Precaução padrão

Última atualização em Qui, 12 de Julho de 2012 15:11
 


Visualizações de Conteúdo : 961424